terça-feira, 9 de setembro de 2014
terça-feira, 5 de agosto de 2014
"As memórias se distorcem, aos poucos desaparecem e você já não sabe mais o que é real e o que é fruto da sua imaginação desvairada. E sabe o que é pior ? A vida não para. Enquanto você segura o passado até que suas mãos sangrem e não suportem mais o peso da corda, o presente continua e você nem percebe que poderia estar construindo novas lembranças, ao invés de se agarrar as antigas."
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Alguém
"Alguém me levou de mim
Alguém que eu não sei dizer
Alguém me levou daqui.
Alguém,esse nome estranho.
Alguém que eu não vi chegar
Alguém que eu não vi partir
Alguém, que se alguém encontrar,
Recomende que me devolva a mim."
terça-feira, 1 de julho de 2014
"Acho que somos quem somos por várias razōes. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher o que vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas."
-As vantagens de ser invisível.
-As vantagens de ser invisível.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Correndo os olhos por aquele quarto vazio vi que precisaria de um empurrãozinho para preencher as paredes, assim como para preencher as páginas amareladas do meu caderninho de confissões, do formulário de matrícula para a faculdade e do cheque para pagar o aluguel. Eu precisaria de mim para enfrentar a vida, agora, uma nova vida. Há um tempinho atrás estava lendo um livro sobre uma garota que teve que amadurecer no tranco e encarar as responsabilidades que ela tinha nas mãos. Agora eu era aquela garota. Sem saber o que o futuro me reservava, sem atribuir muita importância àquilo já que viver um dia após o outro já fazia parte do futuro, chegando manso e tímido, com algumas verdades para jogar na minha cara. Algumas sobre aquele rapaz que eu namorava, algumas sobre meus reais sentimentos, algumas sobre o quão dura eu fui comigo.
Aos poucos fui me mudando para a nova casa, o lugar era legal e eu talvez não precisasse mais me preocupar com colegas de quarto, já que era só eu e eu mesma ali, com o esmalte descascado e a minha perspectiva sobre as coisas.
Eu precisava de um tempo pra mim e ali estava eu … sozinha comigo, percebendo o quanto culpada eu era por tudo o que cativei, de bom e de ruim. Sabendo que tudo o que me incomodava antes me incomodava agora, umas coisas mais, outras coisas, menos. Eu estava ali, independente.
-M
Adaptando
Deus que me livre dessa introspecção toda. Mesmo que ela já faça parte de mim. Mesmo que eu já tenha me acostumado com a ansiedade e a insônia, que me fazem companhia de madrugada.
Carrego um sentimento, muitos sentimentos, que guardo em segredo. Não é sobre as minhas confusōes, sobre as armadilhas que armo para mim mesma, sobre a minha teimosia e um pouco sobre a minha falta de confiança.
É muito mais difícil que jogo dos sete erros, mais difícil que me abrir com a minha psicóloga, mas talvez menos difícil que propagar a paz no mundo, já que nunca estamos em paz conosco, ou se estamos, essa paz trata de se bandear para o lado de outra pessoa, nos deixando a sós, de novo.
Ah, como tentar se livrar de algo que te incomoda é complicado, ainda mais quando essa coisa é um sentimento e faz parte de você, a cada dia mais.
Eu tô tentando, já que armadura nenhuma nos protege de nós mesmos, que dirá do que sentimos. E mesmo sabendo disso, aguardo o fim do conflito entre meu cérebro e meu coração. É uma pendência particular. Estou em uma constante busca da resolução dos meus problemas nas páginas dos livros. Tenho encontrado muita coisa boa na minha busca por mim. Eles têm sido meus melhores amigos.
-M
Por fim, é o fim.
Passei muito tempo lamentando acontecimentos passados, querendo, desejando que não tivessem passado.
Passei muito tempo com medo de viver e me limitei a apenas existir, deixei de lado o meu caderninho preto onde escrevia meus desabafos e tranquei-me junto aos meus medos e incertezas dentro de mim mesma.
Parei de usar os meus óculos de grau porque todo mundo falava que não combinava com o meu rosto.
E por fim, parei para pensar um pouco em mim mesma, para entender o que havia de errado. parei para pensar no meu excesso de responsabilidade e no que realmente me importava. Eu sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior, nem mesmo quando sou egoísta ou quando estou com raiva de alguém.
Não posso mais deixar de lado minhas importâncias porque os outros querem que eu faça isso, eu não sou mais uma criancinha, muito menos um fantoche. Não posso me impor limites absurdos se nem mesmo o céu é um limite.
Não posso mais deixar que mais um texto escorra por entre os meus dedos se escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer.
Não quero mais ter medo dos meus fantasmas e nem de arriscar nada.
Passei a escrever a caneta para que a minha escrita seja eterna para alguém, ao menos que esse alguém seja eu mesma. Serviu para que eu adquirisse uma maior confiança em mim.
Entendi que preciso me aceitar, porque se eu mesma não o fizer, ninguém mais vai.
Depois de algum tempo passado, voltei a usar o meu óculos, mesmo que já estivesse fraco. Passei tanto tempo aceitando o que todo mundo me falava que eu estava mais para uma esponja do que para um filtro. Sensível e manipulável.Quieta e tímida demais.No escuro.
Por fim, deixei que novos ares me fizessem companhia e dei um fim a todas as coisas que me seguravam, peguei meus óculos fracos, meu caderninho e a caneta … E tornei a escrever.
-M
Passei muito tempo com medo de viver e me limitei a apenas existir, deixei de lado o meu caderninho preto onde escrevia meus desabafos e tranquei-me junto aos meus medos e incertezas dentro de mim mesma.
Parei de usar os meus óculos de grau porque todo mundo falava que não combinava com o meu rosto.
E por fim, parei para pensar um pouco em mim mesma, para entender o que havia de errado. parei para pensar no meu excesso de responsabilidade e no que realmente me importava. Eu sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior, nem mesmo quando sou egoísta ou quando estou com raiva de alguém.
Não posso mais deixar de lado minhas importâncias porque os outros querem que eu faça isso, eu não sou mais uma criancinha, muito menos um fantoche. Não posso me impor limites absurdos se nem mesmo o céu é um limite.
Não posso mais deixar que mais um texto escorra por entre os meus dedos se escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer.
Não quero mais ter medo dos meus fantasmas e nem de arriscar nada.
Passei a escrever a caneta para que a minha escrita seja eterna para alguém, ao menos que esse alguém seja eu mesma. Serviu para que eu adquirisse uma maior confiança em mim.
Entendi que preciso me aceitar, porque se eu mesma não o fizer, ninguém mais vai.
Depois de algum tempo passado, voltei a usar o meu óculos, mesmo que já estivesse fraco. Passei tanto tempo aceitando o que todo mundo me falava que eu estava mais para uma esponja do que para um filtro. Sensível e manipulável.Quieta e tímida demais.No escuro.
Por fim, deixei que novos ares me fizessem companhia e dei um fim a todas as coisas que me seguravam, peguei meus óculos fracos, meu caderninho e a caneta … E tornei a escrever.
-M
sexta-feira, 11 de abril de 2014
sábado, 8 de março de 2014
Aline
Aline era uma garota especial que conheci na minha antiga escola. Ela era aluna nova e eu queria me aproximar, fazer amizade. Com um tempo ela desabrochou e foi se abrindo aos poucos para o meio hostil onde estava inserida, estávamos num mesmo barco, numa mesma situação.
Num dia de muita tempestade, deixou que entrasse em seu coração alguém que julgou merecer seus sinceros sentimentos, alguém que quando saiu, deixou grandes estragos e cicatrizes. Marcas que a faziam lembrar o quanto ela o amou e o quanto ele não mereceu.
O tempo passou e mesmo de longe eu a observava, as rotinas se distanciaram, mas a amizade que tinha por ela permanecia firme e forte. Ela era uma garota forte, não tinha ideia do quanto, era sonhadora e poderia correr atrás e conseguir realizar tudo o que queria, sua força de vontade era grande.
A questão é que ela sofria por alguém que já era passado e eu entendia o seu sofrimento, doía demais. Mas sempre passa, como tudo nessa vida. Não há dor que dure para sempre, menina, aproveite a vida, pois ela é uma só. Há alguém especial por aí que mereça você.
-M
Num dia de muita tempestade, deixou que entrasse em seu coração alguém que julgou merecer seus sinceros sentimentos, alguém que quando saiu, deixou grandes estragos e cicatrizes. Marcas que a faziam lembrar o quanto ela o amou e o quanto ele não mereceu.
O tempo passou e mesmo de longe eu a observava, as rotinas se distanciaram, mas a amizade que tinha por ela permanecia firme e forte. Ela era uma garota forte, não tinha ideia do quanto, era sonhadora e poderia correr atrás e conseguir realizar tudo o que queria, sua força de vontade era grande.
A questão é que ela sofria por alguém que já era passado e eu entendia o seu sofrimento, doía demais. Mas sempre passa, como tudo nessa vida. Não há dor que dure para sempre, menina, aproveite a vida, pois ela é uma só. Há alguém especial por aí que mereça você.
-M
Uma análise de mim mesma.
Quando desgrudei os olhos da página amarela que eu lia e olhei para o relógio a minha frente levei um choque de realidade, um susto. Eu lia um livro que me levava a um lugar onde nunca estive, que me fez conhecer pessoas que não conhecia e tomar conhecimento de sentimentos os quais nunca tinha sentido. De novo, outro choque quando o telefone tocou e fui obrigada a parar de escrever, pensei por um instante se atenderia ou não por já saber do que se tratava a chamada.
Perdi longos minutos e poucas horas pensando se algum momento da minha vida a personagem se parecia comigo. Tive medo de descobrir. E eu me vi inserida àquela história fictícia procurando por uma Mariana que talvez pudesse estar ali, entre aquelas linhas.
Margo, a personagem, me fez entender a bobagem que é achar que as pessoas são algo além disso . Elas podem nos surpreender tanto para melhor quanto para pior, mas nunca saberemos de fato quem são, estão todas mudando, sempre. Podemos imaginar e mal interpretar todas elas, já que há bilhões no mundo, passamos por cima dos significados e do motivo para cada uma delas existir. O modo como as imaginamos é completamente diferente da maneira como elas são de verdade.
Cada sentimento é intrínseco e somos feitos de papel sempre que temos vontade de fazer algo mirabolante ao ponto de achar que desagradaria alguém e por isso, desistimos, abandonamos nossos planos, deixando com eles um pouco de nós para trás.
No fim, descobri que aquela personagem tinha um pouco de mim e eu um pouco daquela personagem. Ela era feita de papel. Frágil e dobrável. Assim como eu.
-M
quinta-feira, 6 de março de 2014
Me deu saudades daquele tempo, do tempo em que eu corria pra te contar as coisas, do tempo em que éramos cúmplices e falávamos coisas bonitas um para o outro, demonstrando algum tipo de sentimento ou apenas fingindo ter um, na esperança de que fosse durar para sempre.
Esse tempo passou e acho que não conseguimos salvar a amizade que tínhamos, por um descuido de nós dois, da rotina, do tempo e sabe lá Deus de quem, não somos mais tão cúmplices assim. Nos falamos por obrigação, me parece algo bem forçado - me desculpe- com um cinismo aparente, forçando interesse.
Não sei bem o que mudou na história toda, mas gostaria de retornar aos velhos - não tão velhos- tempos e consertar o que fiz de errado, se é que fiz algo de errado só para ter de volta a amizade que foi ofuscada.
O fato é que me sinto obrigada a conviver com a saudade até que ela vá embora e você fique na minha memória sendo apenas mais um amigo que não permaneceu na minha vida. Não sei bem se isso é um adeus, talvez seja apenas um "Até logo". Mas até lá … A gente se esbarra por aí.
-M
-M
terça-feira, 4 de março de 2014
Não aguentava mais ter que forçar sorrisos, mascarando as tristezas daquele dia. Aguardava ansiosamente a hora em que eu chegaria no meu quarto escuro e desabaria, onde ninguém pudesse me ver e fazer perguntas de mais. Me perguntava por que as pessoas tinham tanta dificuldade com o meu jeito de ser, tanta dificuldade em me aceitar do jeito que eu sou, sem me cobrar simpatia ou sorrisos que eu não queria dar.
Buscava respostas dentro de mim, buscava saber se todos os julgamentos faziam algum sentido real. Não gostava de ter que conviver com todas as acusações, eram todas bem cruéis. Mas ao mesmo tempo não sabia como me defender de tudo aquilo, era coisa demais para a minha cabeça. E ainda é.
-M
Buscava respostas dentro de mim, buscava saber se todos os julgamentos faziam algum sentido real. Não gostava de ter que conviver com todas as acusações, eram todas bem cruéis. Mas ao mesmo tempo não sabia como me defender de tudo aquilo, era coisa demais para a minha cabeça. E ainda é.
-M
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Carta para um velho conhecido
Em algum lugar, 07 de fevereiro de 2014,
Ando me perguntando se tudo era pra ser do jeito que é. Se tudo está onde deveria estar. Se a vida está de fato em ordem. Não consigo me concentrar no que eu devo fazer quando minha cabeça está bem a minha frente, pensando no futuro, no que eu vou ser, no que seremos.
A diferença de tempo pouco me importa, o que me importa é o que eu quero de verdade, gastar minhas energias com o que eu gosto de fazer, com você, comigo, com a gente.
Achei que fosse difícil encarar dois tempos de matemática numa terça feira de sol, mas vejo que encarar a saudade de alguns quilômetros de distância é muito pior.
Uma semana, duas, é tempo demais, sabe ? …
Quando eu vou te ver novamente ?!
Atenciosamente e impacientemente,
EU
Ando me perguntando se tudo era pra ser do jeito que é. Se tudo está onde deveria estar. Se a vida está de fato em ordem. Não consigo me concentrar no que eu devo fazer quando minha cabeça está bem a minha frente, pensando no futuro, no que eu vou ser, no que seremos.
A diferença de tempo pouco me importa, o que me importa é o que eu quero de verdade, gastar minhas energias com o que eu gosto de fazer, com você, comigo, com a gente.
Achei que fosse difícil encarar dois tempos de matemática numa terça feira de sol, mas vejo que encarar a saudade de alguns quilômetros de distância é muito pior.
Uma semana, duas, é tempo demais, sabe ? …
Quando eu vou te ver novamente ?!
Atenciosamente e impacientemente,
EU
domingo, 26 de janeiro de 2014
Me vejo diante de mais uma página em branco, pronta para ser preenchida com letras inúteis, com palavras sem graça, com um sentido babaca de cada frase dislexa a cada ponto final, igual as anteriores, sem saber ao certo onde quero chegar, sem saber se alguém vai se interessar …
Me vejo perdida em meio a tanto o que dizer, que talvez seja melhor não dizer nada. Me sinto envergonhada frente a alguns pensamentos e sentimentos que tenho, será que saíram todos da minha cabeça ?!
Me vejo sem rumo, com lembranças vivas de um passado distante, presa ao presente, tendo eu mesma que escrever meu futuro,é assim mesmo que funciona ?
Se for … Nao quero mais permanecer aqui, sendo espectadora, sendo jogadora, sendo personagem, assumindo faces que eu nao quero e nem posso assumir por mim mesma, nem por ninguém.
E sim, eu me vejo desistindo de coisas em nome da minha própria consciência, em nome da minha sanidade mental. Ter que conciliar coisas, pessoas, compromissos, lugares, datas e horas é difícil ,mas conciliar o que sinto, é de longe a pior coisa a se fazer.
Estou procurando por mim mesma, se alguém encontrar … Me avise
E isso já não faz mais sentido algum pra mim ...
sábado, 18 de janeiro de 2014
E foi você que me fez enxergar o que eu sentia, com o seu jeito de gente boa, com aquela cara de que o mundo pode estar acabando, mas está tudo bem, e está mesmo.
Te dou o meu coração para compartilhar o que se passa nele, fico transparente, sem segredos quando estou com você e viro o pó quando você vai embora.
Pode parecer cisma minha, mas você é especial. Sem mais.
Te dou o meu coração para compartilhar o que se passa nele, fico transparente, sem segredos quando estou com você e viro o pó quando você vai embora.
Pode parecer cisma minha, mas você é especial. Sem mais.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Não sei mais do que eu gosto, não sei mais o que eu sinto, não tenho mais ideia do que eu mesma penso. Virei uma estranha pra mim, indiferente ao que eu respeitava, igual ao que julgava estranho.
Sinto falta da minha antiga rotina, do ônibus velho que eu pegava pra voltar pra casa, do motorista que já me conhecia e que sempre perguntava como eu estava ... Não sei se a nova rotina está me distanciando de mim mesma ou se eu mesma estou fazendo esse trabalho sujo. Preciso me reencontrar.
Sinto falta da minha antiga rotina, do ônibus velho que eu pegava pra voltar pra casa, do motorista que já me conhecia e que sempre perguntava como eu estava ... Não sei se a nova rotina está me distanciando de mim mesma ou se eu mesma estou fazendo esse trabalho sujo. Preciso me reencontrar.
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