quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O.R.!


 


  Ela andava sozinha, pela estrada da infelicidade. Suas memórias, suas lembranças a mantinha em pé. Ela vivia no mundo da lua e as pessoas diziam: " saia do país da maravilhas, Alice". Mas ela nada escutava, parecia estar inconsciente, inconsequente, literalmente no "mundo da lua". Até que ela bateu com a cara no muro da realidade, acordou e viu que a vida era muito mais do que aquele mundinho em que ela vivia, a Terra era muito maior do que aquela em que ela habitava e os corações eram muito mais segregados do que eram naquele mundinho irreal e utópico demais. O mundo real era cético e não dava espaço para as ilusões e crenças que ela tinha. É, bem vinda ao mundo real, Alice.

 

    Um dia, perguntaram-me se eu sofro de infelicidade, minha cara, claro, foi de muita surpresa.
 -Por quê dessa sua pergunta ? - Um tanto inconveniente -só para acrescentar-
 -Porque você escreve coisas tristes...
   Minha cara de paisagem, deve ter sido um tanto quanto cômica. Mas engraçado é a forma como
as pessoas julgam... é inconsciente, é irracional
  Compreendo que os humildes textos que escrevo servem como espelho da minha alma, como canal entre o surrealismo existente em minha cabeça e a realidade do mundo aí fora. Falo de dentro para fora  e não de fora para dentro, como devem achar. Minha mente é um local cheio, minha mente é um lugar vazio, sem contradição, pois o cheio e o vazio se entendem. E eu sorri, sorri para expressar a confusão que haviam feito, para mostrar que não sou triste, mas a realidade em que as pessoas me colocam e colocam a si mesmas é triste.
  Mas quanto aos meus textos, amigo, deixe-os fora disso, é só um desabafo.