"Brigáva-mos" muito devido as brincadeiras que fazia com ela, até que ela ficou doente e moribunda. A vontade que tive foi de adoecer junto a ela, como um namorado que ama sua namorada.
Suas feiçōes ficaram apagadas e sua voz ficou rouca, seus olhos não brilhavam mais. Era hora da sua despedida , já não tinha mais forças para falar e então uma frase se fortaleceu, saindo por sua boca:
- Eu te amo !
E então ela fechou os olhos e se foi ...
Naquele instante, o desespero tomou conta de mim, senti uma pontada no coração e minha memória remeteu-me há um ano atrás ... 1894, quando eu perguntei se ela não chamaria minha atenção por importuna-la com mais umas de minhas sandices e ela me surpreendeu com mais uma de suas respostas:
- Não, pois quando eu for embora, quero levar tudo de bom que tenho nesta vida.
E quando voltei a realidade, olhei seu rosto, agora calmo e sereno, dei um beijo em seus lábios ainda quentes e dei um último recado a ela com uma lágrima nos olhos.
- Espere-me amor, estou a caminho, não aguentarei de saudades. Foram 50 anos ao seu lado.
E assim, desfaleci ao seu lado, pronto para viver eternamente ao seu lado.
