"Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente."
-Quem é você,Alasca?
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Correndo os olhos por aquele quarto vazio vi que precisaria de um empurrãozinho para preencher as paredes, assim como para preencher as páginas amareladas do meu caderninho de confissões, do formulário de matrícula para a faculdade e do cheque para pagar o aluguel. Eu precisaria de mim para enfrentar a vida, agora, uma nova vida. Há um tempinho atrás estava lendo um livro sobre uma garota que teve que amadurecer no tranco e encarar as responsabilidades que ela tinha nas mãos. Agora eu era aquela garota. Sem saber o que o futuro me reservava, sem atribuir muita importância àquilo já que viver um dia após o outro já fazia parte do futuro, chegando manso e tímido, com algumas verdades para jogar na minha cara. Algumas sobre aquele rapaz que eu namorava, algumas sobre meus reais sentimentos, algumas sobre o quão dura eu fui comigo.
Aos poucos fui me mudando para a nova casa, o lugar era legal e eu talvez não precisasse mais me preocupar com colegas de quarto, já que era só eu e eu mesma ali, com o esmalte descascado e a minha perspectiva sobre as coisas.
Eu precisava de um tempo pra mim e ali estava eu … sozinha comigo, percebendo o quanto culpada eu era por tudo o que cativei, de bom e de ruim. Sabendo que tudo o que me incomodava antes me incomodava agora, umas coisas mais, outras coisas, menos. Eu estava ali, independente.
-M
Adaptando
Deus que me livre dessa introspecção toda. Mesmo que ela já faça parte de mim. Mesmo que eu já tenha me acostumado com a ansiedade e a insônia, que me fazem companhia de madrugada.
Carrego um sentimento, muitos sentimentos, que guardo em segredo. Não é sobre as minhas confusōes, sobre as armadilhas que armo para mim mesma, sobre a minha teimosia e um pouco sobre a minha falta de confiança.
É muito mais difícil que jogo dos sete erros, mais difícil que me abrir com a minha psicóloga, mas talvez menos difícil que propagar a paz no mundo, já que nunca estamos em paz conosco, ou se estamos, essa paz trata de se bandear para o lado de outra pessoa, nos deixando a sós, de novo.
Ah, como tentar se livrar de algo que te incomoda é complicado, ainda mais quando essa coisa é um sentimento e faz parte de você, a cada dia mais.
Eu tô tentando, já que armadura nenhuma nos protege de nós mesmos, que dirá do que sentimos. E mesmo sabendo disso, aguardo o fim do conflito entre meu cérebro e meu coração. É uma pendência particular. Estou em uma constante busca da resolução dos meus problemas nas páginas dos livros. Tenho encontrado muita coisa boa na minha busca por mim. Eles têm sido meus melhores amigos.
-M
Por fim, é o fim.
Passei muito tempo lamentando acontecimentos passados, querendo, desejando que não tivessem passado.
Passei muito tempo com medo de viver e me limitei a apenas existir, deixei de lado o meu caderninho preto onde escrevia meus desabafos e tranquei-me junto aos meus medos e incertezas dentro de mim mesma.
Parei de usar os meus óculos de grau porque todo mundo falava que não combinava com o meu rosto.
E por fim, parei para pensar um pouco em mim mesma, para entender o que havia de errado. parei para pensar no meu excesso de responsabilidade e no que realmente me importava. Eu sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior, nem mesmo quando sou egoísta ou quando estou com raiva de alguém.
Não posso mais deixar de lado minhas importâncias porque os outros querem que eu faça isso, eu não sou mais uma criancinha, muito menos um fantoche. Não posso me impor limites absurdos se nem mesmo o céu é um limite.
Não posso mais deixar que mais um texto escorra por entre os meus dedos se escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer.
Não quero mais ter medo dos meus fantasmas e nem de arriscar nada.
Passei a escrever a caneta para que a minha escrita seja eterna para alguém, ao menos que esse alguém seja eu mesma. Serviu para que eu adquirisse uma maior confiança em mim.
Entendi que preciso me aceitar, porque se eu mesma não o fizer, ninguém mais vai.
Depois de algum tempo passado, voltei a usar o meu óculos, mesmo que já estivesse fraco. Passei tanto tempo aceitando o que todo mundo me falava que eu estava mais para uma esponja do que para um filtro. Sensível e manipulável.Quieta e tímida demais.No escuro.
Por fim, deixei que novos ares me fizessem companhia e dei um fim a todas as coisas que me seguravam, peguei meus óculos fracos, meu caderninho e a caneta … E tornei a escrever.
-M
Passei muito tempo com medo de viver e me limitei a apenas existir, deixei de lado o meu caderninho preto onde escrevia meus desabafos e tranquei-me junto aos meus medos e incertezas dentro de mim mesma.
Parei de usar os meus óculos de grau porque todo mundo falava que não combinava com o meu rosto.
E por fim, parei para pensar um pouco em mim mesma, para entender o que havia de errado. parei para pensar no meu excesso de responsabilidade e no que realmente me importava. Eu sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior, nem mesmo quando sou egoísta ou quando estou com raiva de alguém.
Não posso mais deixar de lado minhas importâncias porque os outros querem que eu faça isso, eu não sou mais uma criancinha, muito menos um fantoche. Não posso me impor limites absurdos se nem mesmo o céu é um limite.
Não posso mais deixar que mais um texto escorra por entre os meus dedos se escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer.
Não quero mais ter medo dos meus fantasmas e nem de arriscar nada.
Passei a escrever a caneta para que a minha escrita seja eterna para alguém, ao menos que esse alguém seja eu mesma. Serviu para que eu adquirisse uma maior confiança em mim.
Entendi que preciso me aceitar, porque se eu mesma não o fizer, ninguém mais vai.
Depois de algum tempo passado, voltei a usar o meu óculos, mesmo que já estivesse fraco. Passei tanto tempo aceitando o que todo mundo me falava que eu estava mais para uma esponja do que para um filtro. Sensível e manipulável.Quieta e tímida demais.No escuro.
Por fim, deixei que novos ares me fizessem companhia e dei um fim a todas as coisas que me seguravam, peguei meus óculos fracos, meu caderninho e a caneta … E tornei a escrever.
-M
Assinar:
Postagens (Atom)
