terça-feira, 29 de maio de 2012

Morte e vida



 



   Certo dia, deixei umas flores em cima da mesa para que eu pudesse analisar uma única coisa.
   No decorrer dos dias, suas pétalas e folhas tinham uma linda cor viva, até que então, suas folhas começaram a ficar amareladas, a cor de suas pétalas começaram a ofuscar, murcharam e perdiam forças a cada dia. Com esta simples análise, pude ver mais a  fundo que, as flores, assim como alguns de nós, ao germinarem ou nascerem, crescem tímidas e vão vivendo ... quando chegam a uma determinada fase da vida, esbanjam cores e sorrisos, mas após essa passagem, vão amarelando, enfraquecendo, perdendo sua graça, seu brilho, morrem um pouco a cada dia até que chega sua morte, sorrateira e sem graça, escura, com um cariz apático.
  Mas assim como a morte, muitas pessoas antes mesmo de serem levadas por ela, morrem em vida, perdem seu brilho, sua graça, sua esperança, simplesmente se perdem com a vida... é uma pena. E deixei as flores lá, em cima da mesa, para observar como a morte é inoportuna e frígida.

segunda-feira, 7 de maio de 2012






  Escrevo nos momentos mais propícios a pensamentos melancólicos. Escrevo para expressar o que sinto, para
dizer o que não digo com palavras faladas, para, talvez ajudar alguém. Para por para fora pensamentos que ocupam espaço demais na minha cabeça, para ordená-los também.
 Escrever é como uma válvula de escape, um refúgio.
 Não abro mão de um pedaço de papel e de uma caneta preta, que acabam sendo meus confidentes. Escrevo para abrir portas de um mundo só meu, de uma estrutura só minha, onde as regras ficam por minha conta, de acordo com meus princípios. Escrevo para mostrar minhas ideologias e o que aprendo com a vida. Enfim, escrevo, pois sinto necessidade, sem entrelinhas