sábado, 3 de março de 2012
Winter
Todo esse tempo em que estive com você, aprendi que nada vem facilmente e que o tempo nos ajuda a entender certas coisas que não entenderíamos sozinhos.
Naquele inverno, ja pensávamos no futuro, fizemos planos e encaixamos nele. Nossas opiniões antagônicas, nosso amor mútuo, é tudo muito paradoxal, mas nada mudou, desde aquele inverno, apenas algumas coisas que deviam ser repensadas, e foram. Todos os beijos roubados, carinhos trocados e abraços bem apertados, pelo medo de alguém escorregar, que, quando sinceros, lançam um efeito intraduzível.
Durante aqueles anos em que algo entre nós crescia e não sabíamos ao certo o que era, pensamentos equivocados afastaram-nos, mas o destino tratou de unir, o que era para ser, e ainda é.
Durante uma mesma eternidade, os mesmos pensamentos perambulam por nossas cabeças e esperam com um anseio enorme a vinda de uma nova etapa. E que naqueles lugares inóspitos que tinham dentro de nós, hoje e para sempre não serão os mesmos. E que o que temos quase foi segregado, por muita falta de inépcia, admito. Por conta de um sentimento um tanto encorajador, sinto, apenas sinto.
Ouvi uma vez que o que é verdadeiro nunca se vai, é deve ser isso mesmo.
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