segunda-feira, 25 de março de 2013
Eu me vi parada ali, olhando fixamente para o calendário, percebendo o quanto o tempo passa rápido, desejando, clamando por uma razão que fizesse parar o tempo, que estagnasse, que me fizesse parar. Talvez eu possa me dar o luxo de esperar, de matar, de desperdiçar o tempo com as mãos, mesmo que ele seja de ouro, mesmo que não exista, mesmo que seja Deus, mesmo que seja Cronos, mesmo que deixe marcas, severas marcas.
Mas para muitos o que há é o hoje, é um segundo, um minuto, uma hora. E depois ?
O depois está fora do tempo, está fora da vida, está fora de mim, de você ! Talvez haja uma linha tênue separando o hoje do amanhã, o talvez da certeza, o certo do errado , o claro do escuro.
E quando me dei por mim uma lágrima se formar no canto do meu olho , eu estava com saudades da verossimilhança que eu tinha com o calendário de seis anos atrás.
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