terça-feira, 29 de maio de 2012
Morte e vida
Certo dia, deixei umas flores em cima da mesa para que eu pudesse analisar uma única coisa.
No decorrer dos dias, suas pétalas e folhas tinham uma linda cor viva, até que então, suas folhas começaram a ficar amareladas, a cor de suas pétalas começaram a ofuscar, murcharam e perdiam forças a cada dia. Com esta simples análise, pude ver mais a fundo que, as flores, assim como alguns de nós, ao germinarem ou nascerem, crescem tímidas e vão vivendo ... quando chegam a uma determinada fase da vida, esbanjam cores e sorrisos, mas após essa passagem, vão amarelando, enfraquecendo, perdendo sua graça, seu brilho, morrem um pouco a cada dia até que chega sua morte, sorrateira e sem graça, escura, com um cariz apático.
Mas assim como a morte, muitas pessoas antes mesmo de serem levadas por ela, morrem em vida, perdem seu brilho, sua graça, sua esperança, simplesmente se perdem com a vida... é uma pena. E deixei as flores lá, em cima da mesa, para observar como a morte é inoportuna e frígida.
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