sexta-feira, 6 de abril de 2012

Paper and pen




 Certo dia, peguei um pedaço velho de papel e uma caneta preta com a carga quase no fim.
 Pensei um pouco e parei para reparar nas atitudes e manias que as pessoas assumem em determinadas situações, que as faziam especiais. Algum grupo, de pessoas, se enquadrou no grupo especial. Mas o que as tornavam "especiais"? Seu jeito amoroso, generoso e caridoso na hora de ajudar alguém, sua bondade, doçura e compreensão. Anotei no papel o que aquilo me fazia sentir, depois, pensei nas pessoas que ignoravam, pisavam e nem se lembravam das que realmente precisavam de sua ajuda e tornei a fazer minhas anotações ... dessa vez meus sentimentos não foram os melhores, senti pena,  não dos que precisavam, mas dos que negaram ajuda, pois esses precisarão  e não encontrarão ninguém que vá realmente ajudar, Afinal, a vida é como uma roda gigante, uma hora você está por cima, outra por baixo,as vezes esse baixo pode ser tão fundo que conseguir sair de lá pode ser impossível. E aí estes se lembrarão da ajuda que não deram, dos sorrisos que não corresponderam, a conversas sem resposta. E se arrependerão ... amargamente.
  E foi assim que eu encontrei refúgio, para algo que me incomoda, num simples pedaço de papel, mesmo que velho escrevi nele, o que realmente me importava e o que sentia com determinados fatos. É, aquilo e fez perceber que determinadas pessoas ainda sem importam com as outras, que aquele "tudo bem ?" não é em vão, me fez perceber que pessoas boas com sua grandeza de espírito existem e que as más se tornam uma minoria perto delas.
 As coisas simples da vida, nos tornam pessoas mais felizes como um simples pedaço de papel e uma caneta .

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